Ao se falar em Cirurgia Plástica, de imediato associa-se a estética e beleza. Porém a amplitude do termo Cirurgia Plástica é mais abranjente, e é aí que se inserem as cirurgias reparadoras. Neste campo das reparadoras se destacam defeitos nas diferentes partes do corpo, sejam eles congênitos ou adquiridos. É fundamental destacar que tais defeitos geralmente acarretam problemas de ordem psicológica e emocional, em particular em crianças e adolescentes, que pela imaturidade própria da idade, podem ainda interferir negativamente no desenvolvimento psico-social destes jovens.

 

  1. LÁBIO LEPORINO

Patologia congênita, que se desenvolve ainda fase de formação do feto. É um defeito na formação do lábio, palato e nariz. Sua correção exige um tratamento lento e cuidadoso, sendo necessário uma equipe multiprofissional, abranjendo cirurgião plástico, pediatra, odontólogo, psicólogo e fonoaudólogo. Pode-se iniciar o tartamento a partir dos 3 meses de idade.

 

  1. POLIDACTILIA

Patologia comum, que consiste na existência de um número maior de dedos nas mãos ou nos pés. Este “dedinho” a mais pode aparecer na forma completa ( com toda estrutura óssea ) ou incompleta ( somente pele e tecido conjuntivo). A correção cirúrgica é simples nos casos ditos incompletos e mais complexa nos casos de polidactilia na forma completa.

 

  1. ORELHAS DE ABANO

Patologia bem comum em nosso meio, caracterizando-se pelo tipo de orelhas aparentemente grandes e afastadas da cabeça. O defeito consiste na ausência de um relevo da orelhas chamado de anti-hélice ou na hipertrofia ou aumento da concha das orelhas. A correção é bem simples e realizada através de uma cirurgia denominada otoplastia. Este procedimento exige apenas anestesia local e sedação, podendo a criança receber alta hospital no mesmo dia. A idade mínima para a realização da cirurgia é 7 anos.

 

  1. HIPERTROFIA MAMÁRIA VIRGINAL

Patologia representada pelo aumento excessivo das glândulas mamárias em pacientes jovens. Este crescimento exagerado manifesta-se com o início da puberdade. A hipertrofia mamária pode causar problemas ortopédicos e posturais, provocando dores da coluna e desconforto. A correção pode ser feita através da mamaplastia redutora, cirurgia que visa diminuir o volume e resgatar a forma mais harmônica das mamas. Esta cirurgia pode ser feita com segurança a partir dos 16 anos, porém deve-se avaliar bem o desenvolvimento físico e psicológico destas pacientes.

 

  1. HIPOPLASTIA MAMÁRIA

Patologia manifestada pelo pequeno volume das mamas. Pacientes  que atingiram a adolescência e não tiveram um desenvolvimento mamário satisfatório, podem apresentar o que chamamos de hipoplasia mamária. Esta patologia pode ser corrigida com mamaplastia de aumento, cirurgia que visa aumentar o volume das mamas através da inclusão de implantes de silicone ( conhecidas próteses de silicone). É uma cirurgia com elevado índice de satisfação, pois através de pequenas incisões consegue-se um resultado extraordinário. A cirurgia pode ser realizada quando o desenvolvimento físico da paciente já encontra-se estável, em média aos 16 anos.

 

  1. CIRURGIA DE NARIZ

Deformidades na anatomia nasal são bastante comuns na fase da adolescência, nesta fase sob forte influência hormonal a estrutura nasal pode sofrer alterações às vezes irreversíveis, assim muitas vezes o nariz é queixa de insatisfação entre os adolescentes. Narizes grandes, com dorso alto, base larga, todos estes defeitos podem ser corrigidos através da rinoplastia. Esta cirurgia só deve ser realizada a partir dos 15-16 anos de idade, porém uma boa avaliação do desenvolvimento físico do paciente é importante, para identificar a real estabilização do desenvolvimento nasal.

 

Especialmente no caso de crianças e adolescentes é fundamental e impreterível a presença dos pais os responsáveis. Eles devem participar desde o início às consultas, acompanhar e apoiar os filhos em todo o processo, incluindo aí a recuperação pós-operatória.

 

  DANILO DIAS
• Formado pela Universidade Federal do Ceará
• Cirurgião Geral pela Escola de Saúde Pública do Ceará – Hospital Geral de Fortaleza
• Cirurgião Plástico pela Clínica Fluminense de Cirurgia Plástica em Niterói, Rio de Janeiro
• Pós-Graduado em Cirurgia Plástica pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro
• Ex-Estagiário do Serviço de Cirurgia Plástica do Harper Hospital, Detroit Medical Center, em Michigan – Estados Unidos

• Ex-Aluno do Prof. Ronaldo Pontes, regente do Serviço de Cirurgia Plástica da Clínica Fluminense, clínica reconhecida mundialmente pela dedicação à cirurgia plástica estética. Dr. Ronaldo Pontes é a maior autoridade em cirurgia de face e um dos melhores cirurgiões de nariz do mundo.
• Ex-Aluno do Dr. Enzo Citarella, Colombiano, pioneiro das cirurgias videoendoscópicas, com quem aprendeu e desenvolveu a técnica de videoendoscopia frontal.

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